REGIONAIS | NO FÓRUM DE SOUSA

Reeducandos do Sertão vão expor seus trabalhos de artesanato
As peças foram produzidas com materiais simples, como palito, cola branca, papelão, verniz, tinta guache, papel sulfite, camurça, areia colorida e papel celofane.




Reprodução

Nesta segunda-feira (3), tem início uma exposição de artesanato produzida por sete reeducandos da Colônia Penal Agrícola do Sertão. Os trabalhos serão expostos no átrio do Fórum da Comarca de Sousa “Dr. José Mariz”, até a próxima sexta-feira (7) e faz parte de um projeto da Vara de Execução Penal (VEP) da Unidade Judiciária, em parceria com a Direção do Estabelecimento Penal. O material produzido são miniaturas de casas, igrejas, navios, além de porta-retratos, porta-joias e jarras. “A iniciativa de ressocialização, que hoje alcança 132 pessoas, pode remir a pena através do trabalho, estudo e da leitura”, ressaltou a juíza titular da 2ª Vara Mista de Sousa, Caroline Silvestrini de Campos Rocha.

As peças foram produzidas com materiais simples, como palito, cola branca, papelão, verniz, tinta guache, papel sulfite, camurça, areia colorida e papel celofane. Segundo a magistrada, a exposição tem o objetivo de trazer visibilidade ao trabalho de ressocialização que é realizado dentro da Colônia Penal Agrícola, que, hoje, abriga os presos do regime fechado da Comarca. “Nossa preocupação é que todos os apenados tenham a oportunidade de exercer uma atividade que viabilize sua reintegração social, por isso, apoiamos projetos importantes que possibilitaram a ampliação das salas de aula, a criação de uma ampla biblioteca e estamos em busca de parcerias para fortalecer a produção de artesanato dentro da unidade prisional”, comentou.

O diretor da unidade prisional, Charles Martins de Souza, acredita que a ocupação dos presos em atividades como a leitura e o artesanato é o caminho para a difícil tarefa de ressocializar. “É imprescindível para a manutenção da ordem e disciplina”, acrescentou.

Nos últimos anos, segundo a magistrada, a VEP de Sousa, por meio dos recursos provenientes da aplicação da pena restritiva de direitos na modalidade prestação pecuniária, financiou vários projetos para a melhoria da estrutura da Colônia Penal Agrícola. Os projetos são apresentados pela Direção Prisional e a execução é acompanhada e fiscalizada pelo Conselho da Comunidade e Ministério Público. “Assim, foram instaladas câmeras de monitoramento eletrônico, cerca elétrica, renovação da iluminação, aquisição de máquina roçadeira e equipadas salas para atendimento jurídico”, exemplificou.




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