POLICIAIS | Caso Patrícia Roberta

Pai do suspeito de matar Patrícia Roberta diz que quer justiça pela morte da jovem
Márcio Falcão revela ter ficado chocado com as informações que recebeu a respeito do filho, mas quer justiça pela morte de Patrícia, mesmo que o filho seja considerado culpado.


Reprodução

Márcio Falcão soube pela polícia que o filho Jonathan Henrique, de 23 anos, estava sendo procurado como o principal suspeito de matar Patrícia Roberta. Ela foi encontrada morta na última terça-feira (27), depois de sair de Caruaru para João Pessoa para encontrar o amigo Jonathan, em seu apartamento. Desde então, Márcio revela ter ficado chocado com as informações que recebeu a respeito do filho, mas quer justiça pela morte de Patrícia, mesmo que o filho seja considerado culpado.

 

Que seja feita a justiça, que seja realmente identificado quem praticou o crime e que tudo possa ser resolvido da melhor maneira possível, porque a vida da Patrícia não volta mais", declarou Márcio.

Márcio conta que não sabia que Jonathan usava drogas. Quando foi preso, ele disse à polícia que estava sob efeito de entorpecentes e que não lembrava do crime.

Para Márcio, Jonathan nunca apresentou nenhum comportamento agressivo. "Sempre foi um rapaz tranquilo, nunca foi violento, nunca usou de violência física com pessoas. É o que chegou para mim através da mãe dele, através dele", revela o pai.

Márcio Falcão, pai de Jonathan Henrique — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco



O apartamento, localizado no bairro de Gramame, foi cedido pelo pai quando Jonathan completou 18 anos e decidiu morar sozinho. Ele também presenteou o filho com uma moto para que pudesse trabalhar como motoboy e ter um meio para se sustentar.

Antes disso, no entanto, morou em Caruaru com a família dos dez aos 15 anos. Nessa época, ele e Patrícia teriam estudado juntos.

 
O pai de Jonathan contou que não conhecia Patrícia. Também não sabia que a namorada de Jonathan estava grávida. Mesmo assim, tem sofrido ameaças. Na última sexta-feira teve o carro baleado e teme pela própria vida.

Entenda o caso

Patrícia Roberta morava em Caruaru e há dez anos era amiga de Jonathan. Ela tinha viajado a João Pessoa na sexta-feira (23) e se hospedado na própria residência do amigo, mas desde domingo (25) não respondia mais as mensagens da mãe. Na tarde desta terça-feira (27), o seu corpo foi encontrado.

CASO PATRÍCIA ROBERTA

Segundo o tenente-coronel Barros, o corpo foi encontrado pela Polícia Militar às 14h15, amarrado em um plástico, totalmente coberto, numa área de mata do conjunto Novo Geisel. O corpo será examinado pela perícia, mas um parente foi até o local e identificou Patrícia por uma tatuagem.

Na madrugada desta terça-feira (27), vizinhos de Jonathan viram o jovem sair do prédio em que mora com um tonel de lixo em um carrinho de mão. Um dos vizinhos seguiu o rapaz e disse ter visto um corpo dentro do tonel.

Imagens do circuito de segurança de prédios da área também mostraram Jonathan saindo de motocicleta com algo preso ao veículo. A polícia acredita que seria um corpo.

 
Perícia

De acordo com a primeira perícia realizada no corpo da jovem, a morte pode ter acontecido cerca de 48 horas antes do corpo ser encontrado. Conforme a cena encontrada no local, a perita Amanda Melo disse que houve um certo tempo para envolver o corpo em plástico e lençois, porque havia muitas camadas de plástico e detalhes sobre o ocultamento.

Uma perícia também realizada no apartamento do suspeito. No local, o Instituto de Polícia Científica encontrou uma lista com o nome de Patrícia e de outras mulheres, um altar com livros de ocultismo e "escritos perturbadores", segundo Amanda Melo, uma das peritas do caso. Um dos escritos do jovem continha conteúdos como "à noite eu saio pra matar" e "você é uma menina boazinha e eu sou um cara mau, você não consegue me entender".




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