COVID-19

Butantan vai produzir 1 milhão de doses da CoronaVac por dia
A produção foi iniciada com 600 litros de insumos vindos diretamente da China. Segundo o governador João Doria (PSDB), outros 11 estados e 912 municípios se manifestaram formalmente para receber a vacina.




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O Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo, começou a produzir hoje a vacina CoronaVac, em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A fábrica deverá produzir, gradativamente, até 1 milhão de doses por dia, embora o imunizante que age contra o novo coronavírus ainda não tenha a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usado no Brasil.

A produção foi iniciada com 600 litros de insumos vindos diretamente da China. Segundo o governador João Doria (PSDB), outros 11 estados e 912 municípios se manifestaram formalmente para receber a vacina.

 
O governo listou os seguintes estados: Acre, Pará, Maranhão, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul. E também falou que já começou a conversar com outros países, como a Argentina.

A fábrica do Butantan, que passa por reformas de ampliação, passará a funcionar 24 horas, sete dias por semana, segundo o governo estadual. Atualmente, a planta tem uma área de 1.880 metros quadrados, com duas máquinas de envase, duas inspetoras e produz, além da CoronaVac, sete vacinas e 13 soros. Vinte produtos são encaminhados exclusivamente ao Ministério da Saúde.

Para ter o registro da Anvisa, o Butatan ainda precisa encaminhar à agência a conclusão dos estudos da fase 3 da CoronaVac —que inclui a taxa de eficácia, que ainda não foi divulgada. O instituto pretende enviar a documentação até o dia 15 de dezembro.

Hoje, a Anvisa aprovou regras que autorizam o uso emergencial e em caráter experimental de vacinas contra o novo coronavírus. Isso significa que poderá analisar pedidos de laboratórios e conceder ou não autorização temporária para aplicação de doses.

Novas críticas ao governo federal

O governador paulista voltou a adotar um tom nacional e a criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"O Brasil não pode ficar assistindo o mundo iniciar vacinação e continuar com debate interminável e inconclusivo. São Paulo não cruza os braços e vai ajudar todos estados que solicitarem para salvar vidas. Somos república federativa e devemos atuar em sintonia para vencer insensibilidade e falta de compaixão, com dever de vacinar todos brasileiros", afirmou.

Na última segunda (7), o governo paulista anunciou que o PEI (Plano Estadual de Imunização) contra a covid-19 começará pelos profissionais da saúde, quilombolas, indígenas e pessoas acima de 60 anos, a partir de 25 de janeiro, embora a CoronaVac não tenha, ainda, a aprovação da Anvisa.

Durante reunião com governadores na terça (8), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi cobrado por Doria sobre as razões de o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não ter investido recursos na CoronaVac.

 
O tucano ainda questionou se o ministério irá comprar a CoronoVac após aprovação da Anvisa. "Eu já respondi isso, a todos os governadores, quando a vacina do Butantan, que não é do estado de São Paulo, tá, governador? Ela é do Butantan, eu não sei por que o senhor fala tanto como se fosse do estado", disse o ministro da Saúde.




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