POLICIAIS | Operação Residence

PF da PB cumpre 61 mandados para desarticular organização criminosa que atua em presídios
Operação contou com a participação de aproximadamente 200 policiais federais, nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. Uma pessoa foi presa.




Foto: Felícia Arbex/TV Cabo Branco

Um homem foi preso em flagrante e 61 mandados, sendo 38 de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (3) na Operação Residence, deflagrada pela Polícia Federal. A operação tem por finalidade desarticular o núcleo de comando de um grupo criminoso que atua em presídios, e fora deles, e aconteceu também em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. Também foram cumpridas ordens judiciais de bloqueio de valores depositados em contas correntes.

 
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Direito da Vara de Entorpecentes da Comarca de João Pessoa. A operação contou com a participação de aproximadamente 200 policiais federais, além de cerca de 60 policiais militares paraibanos.

A Operação Residence foi originada da análise de provas colhidas durante a investigação do grupo criminoso que utilizava um quarto na Residência Universitária da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como base de armazenamento e distribuição de drogas para a Paraíba e estados vizinhos.

O líder dessa parte do grupo criminoso, que utilizava a Residência Universitária da UFPB para ocultar atividades ilícitas, ocupava relevante função na hierarquia da organização na Paraíba, circunstância que possibilitou a identificação de toda a estrutura criminosa do grupo no estado.

Segundo o delegado da PF Bruno Rodrigues, as investigações começaram no final de 2018, apurando a venda de drogas dentro da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

“Um dos investigados do esquema criminoso que atuava dentro da UFPB também exercia a função de comando geral deste outro grupo criminoso na Paraíba. Ele prestava auxílio jurídico e dessa forma foi ampliada a investigação. Partiu de um pequeno grupo que traficava na UFPB e passou a investigar a cadeia de comando deste grupo com atuação nacional. Alcançamos o maior grau da hierarquia deste grupo aqui na Paraíba e descobrimos também a forma de financiamento do grupo e a distribuição das drogas”, disse.

O trabalho investigativo realizado, permitiu descortinar uma grande rede formada para cometer crimes, e revelou o plano de expansão da facção criminosa, mediante a realização de disputas violentas com grupo rival por pontos de comércio de drogas, objetivando um domínio territorial para monopolizar o tráfico de drogas na Paraíba.

Ainda de acordo com o delegado, o grupo atuava no estado a partir dos presídios. “Além das pessoas que atuavam nas ruas, distribuindo as drogas, o efetivo comando do grupo na Paraíba era feito de dentro dos presídios. As pessoas nas principais funções, mesmo encarceradas, continuavam atuando e a prisão não impediu a continuidade dos crimes”, completou.

 
O nome da operação faz alusão ao local que era utilizado como base de armazenamento e distribuição de drogas.




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