GENTE | 82 ANOS DE PRISÃO

Acusado de matar mulher e filha é condenado no julgamento mais longo do CE
A sessão do júri teve início na última segunda-feira (30/11) e encerrou às 23h40 de terça-feira (1º/12).



Após 30 horas do que foi a sessão do júri mais longa da história do Judiciário cearense, Marcelo Barbarena Moraes foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado. O empresário deverá cumprir pena de 82 anos de prisão por matar a esposa, Adriana Moraes, e a filha, Jade Pessoa Moraes, de 8 meses.

A sessão do júri teve início na última segunda-feira (30/11) e encerrou às 23h40 de terça-feira (1º/12), sendo presidida pela juíza titular da Vara, Bruna dos Santos Costa Rodrigues. A magistrada determinou ainda que o réu fosse preso imediatamente, de forma provisória, enquanto ainda cabe recurso. Ou seja, Marcelo Barberena pode recorrer da sentença, porém, já deve cumpri-la em regime fechado.

 
O Conselho de Sentença, formado por sete jurados sorteados no início dos trabalhos, acatou as teses da denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), que acusou Barberena de atirar na cabeça da esposa e, em seguida, nas costas da filha de apenas 8 meses de idade, que estava dormindo.

A motivação teria sido uma discussão do casal horas antes do crime, que ocorreu na madrugada do dia 23 de agosto de 2015, numa casa de veraneio em Paracuru. Os depoimentos comprovaram que marido e mulher passavam por momento de crise matrimonial e que o empresário estava com dificuldades financeiras.

Marcelo Barberena Moraes foi detido no dia do crime e ficou preso por quase quatro anos, até ser beneficiado por habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em agosto do ano passado. Ele chegou a confessar o duplo homicídio, mas depois negou a autoria dos disparos.

Defesa

A defesa do réu informou que vai recorrer da decisão alegando ocorrência de nulidade posterior à pronúncia, erro ou injustiça na aplicação da pena, assim como a decisão dos jurados sendo contrária às provas.

Os advogados do empresário gaúcho afirmaram que não houve dentro do processo a iniciativa de investigar a suposta tortura sofrida pelo acusado para que ele confessasse os homicídios.

 
O advogado Nestor Santiago questionou a conduta das autoridades nos momentos iniciais do inquérito, alegando que houve seis depoimentos do suspeito à época em apenas 48h e mostrou estranhamento de as investigações terem sido encerradas em oito dias.


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