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Juiz manda apreender computadores e celulares de hacker na PB
O suspeito usava endereços de e-mail falsos para se fazerem passar por prepostos da empresa, na tentativa de realizar um golpe.




COFEMAC/Arquivo

O juiz Manuel Maria Antunes de Melo, da 12ª Vara Cível da Capital, mandou apreender nesta quinta-feira (26) computadores, desktops, notebooks, tablets, smartphones, pen drives e discos rígidos externos de um hacker suspeito de realizar crimes contra uma empresa de materiais odontológicos em João Pessoa.

A empresa Dental Cremer Produtos Odontológicos S/A ingressou com pedido de tutela cautelar de busca e apreensão com produção antecipada de provas, alegando haver tomado conhecimento de que vários dos seus clientes – usuários da plataforma e-commerce – haviam recebido mensagens de e-mail supostamente enviadas pela própria empresa, mas que na realidade haviam sido enviadas por meio de terceiras pessoas ainda desconhecidas.

 
De acordo com a empresa, os golpistas se passam por representantes para relatar a ocorrência de algum tipo de erro no momento da compra realizada pelo cliente, e, dessa forma, induzir que estes mesmos consumidores enviem por e-mail os dados do cartão de crédito utilizado pelo cliente no ato da compra.

Desde o dia 20 de maio e até o momento de ajuizamento da ação, a empresa teria recebido, por meio do seu SAC, a informação sobre 99 tentativas de fraude. O suspeito usava endereços de e-mail falsos para se fazerem passar por prepostos da empresa, na tentativa de realizar um golpe que pudesse ocasionar prejuízos aos seus clientes.

Segundo a empresa, até o momento, teriam sido identificados 5 falsos endereços “dentalcreemer@hotmail.com”,“dentalcremerr@hotmail.com”,“faleconosco.pedido@outlook.com.br”faleconosco.pedido@outlook.com” e “dentalcremeer@outlook.com.br”, todos endereços de e-mails contendo erros de grafia em comparação com a denominação social empresa, mas que mantém a fonética do nome, justamente com o fito de confundir os clientes e ter sucesso na empreitada criminosa.

 
De acordo com o juiz, existe provas suficientes para a o cumprimento da ação. “A vasta prova documental que instrui a petição inicial satisfaz, plenamente, a exigência de probabilidade do direito, ou de mera verossimilhança, além de demonstrar a existência de risco ao resultado útil do processo de reparação de danos a ser intentado, oportunamente, pela parte ora suplicante”, disse.

Da decisão cabe recurso.




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