ESPORTES | HUMILHADO

Americano que chamou Brasil de “chiqueiro” sai quebrado do UFC
Covington teve a mandíbula quebrada e foi nocauteado no quinto assalto.




Foto: Steve Marcus/AFP

O americano Colby Covington encontrou na construção de uma personalidade odiosa e caricata uma forma de progredir na carreira de lutador de MMA. Para assumir a roupagem de principal vilão do UFC, ganhou manchetes dando declarações inaceitáveis. Mas sua ascensão foi interrompida ao encontrar no octógono do UFC 245, em Las Vegas, o nigeriano Kamaru Usman, na madrugada do último domingo (15).

Covington teve a mandíbula quebrada e foi nocauteado no quinto assalto. Saiu para os vestiários correndo e humilhado, enquanto Usman era anunciado campeão e dedicava a vitória ao Brasil, país que Covington decidiu ofender gratuitamente.

Em 2017, ele estava a ponto de ser demitido do UFC quando enfrentou o paulista Demian Maia, no UFC São Paulo. Ao vencer por decisão unânime, o americano respondeu as vaias da torcida com a seguinte declaração: “Brasil, você é um chiqueiro. Todos vocês são animais imundos”.

A partir daí, passou a dizer que adorava ser odiado e aumentou o leque de declarações fortes.

Em uma entrevista antes da luta com Usman, que nasceu na Nigéria e se mudou para os EUA aos oito anos com a família, Covington fez uma comparação racista: “A minha família já serviu na Guerra da Coreia, na Guerra no Vietnã… a minha família derramou sangue por essa bandeira. O que a família dele já fez pela América além de servir na penitenciária federal?”

Usman, que defendia o título dos meio-médios (até 77 kg), disse que estava ansioso para enfrentar Covington e mostrar a ele “a ira de todo o imigrante nesse país”.




COMENTÁRIOS







VEJA TAMBÉM



ESPORTES  |  27/02/2020 - 12h





ESPORTES  |  23/02/2020 - 08h