GERAL | SAÚDE

Cirurgia inédita tira câncer de pulmão
Pela primeira vez na região, cirurgiões torácicos do Hospital Estadual de Bauru utilizaram técnica minimamente invasiva.




ACI-Famesp/Divulgação

O Hospital Estadual (HE) de Bauru realizou uma cirurgia inédita na região para retirada de câncer de pulmão. Denominado lobectomia pulmonar por videocirurgia, o procedimento é indicado para tratamento definitivo da doença, quando em estágio inicial.

A paciente, uma moradora de Bauru de 65 anos, foi operada em 7 de novembro e já recebeu alta. A divulgação sobre o sucesso da cirurgia, no entanto, só ocorreu nesta quinta-feira (12).

Segundo o professor doutor Tales Rubens de Nadai, um dos médicos cirurgiões do HE responsáveis pela cirurgia, a paciente não precisou sequer ser submetida a quimioterapia ou radioterapia. Ele destaca, porém, que a necessidade de tratamentos associados é sempre analisada caso a caso.

Na técnica de videocirurgia ou videotoracoscopia, o cirurgião faz uso de microcâmeras para visualização do órgão que vai receber o procedimento. Por isso, trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que traz vantagens para o paciente como recuperação mais rápida e menos dolorosa, além de menor tempo de internação para cuidados pós-operatórios.

PADRÃO OURO

A cicatriz também é menor se comparada ao procedimento tradicional, que requer uma abertura maior da cavidade torácica. "A indicação deste procedimento é para câncer de pulmão em estágios iniciais: 1 e 2. O padrão ouro do tratamento estabelece que, se for do lado direito, é retirado um terço do órgão e, se for do lado esquerdo, metade do órgão", detalha Nadai.

A equipe treinada para fazer este tipo de procedimento começou a atuar no HE no mês passado e a expectativa é de que outras cirurgias iguais a esta sejam realizadas dentro hospital. Segundo o cirurgião, a paciente operada apresenta evolução satisfatória e segue em atendimento ambulatorial oncológico.

O procedimento, que durou cerca de duas horas, ocorreu no centro-cirúrgico do HE, unidade de saúde sob gestão da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp). Além de Nadai, participaram do procedimento o médico cirurgião André Amate Neto, a instrumentadora Karla Danieli Genaro Aguado, o anestesista Fernando H. M. de Carvalho Zylberstejn e o residente de cirurgia César Saul Quevedo Penaloza.




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