COVID-19

Ex-repórter do Fantástico assume linha de frente na covid




Karina Oliani é médica desde 2007 Imagem: Reprodução/Facebook

Karina Oliani é conhecida por suas aventuras radicais. Foi a mais jovem brasileira a chegar ao topo do Monte Everest há sete anos. Já participou de programas do SporTV e do Canal Off. Fez séries de reportagens para o Fantástico. E agora tem uma nova missão: encarar o coronavírus.

A missão até é nova, mas a profissão não. Karina é médica desde 2007 e, atualmente, preside o Instituto Dharma. Em meio a todas as suas aventuras na televisão, ela dava os plantões em hospitais no setor de emergência. Uma experiência que a ajudou a lidar com a rotina de ficar de máscara e paramentada o tempo todo.
 

Trabalho na remoção de pacientes graves, para levar para UTI, para fazer hemodiálise. Minha missão é transferir com segurança, fazer chegar vivo", disse Karina, que tem trabalhado semanalmente no hospital de campanha no Anhembi.

Isso sempre foi muito parecido com a minha carreira médica. Trabalho em pronto-socorro, sempre trabalhei com isso. Agora, o mundo está vivendo nessa situação de urgência, em que eu trabalho, dentro da sala em que as pessoas sempre se sentem assim. Não mudou muita coisa. Para a população que está enfrentando pandemia pela primeira vez, sim."


Mas a gente sempre lidou com esses sentimentos, de estar tudo por um triz

Karina mora sozinha, o que facilita um pouco a rotina ao chegar em casa sem risco de contágio a familiares. Mesmo assim, a médica e apresentadora tem todo um cuidado. Chegou em casa? Direto para o banho.
 

Eu moro sozinha, não moro com meus pais, não tem idoso. Não tem problema. O que eu faço é o desparamento, faço paramentação lá dentro, com um protocolo de segurança rígido, em que você não pode nem ir ao banheiro sem desparamentar. Você vai ao banheiro e coloca uma nova roupa para entrar no hospital de campanha. Qualquer coisa que vai fazer fora, precisa tirar tudo", explica.

 

A roupa que usei lá dentro, mesmo por baixo do macacão, coloco dentro do saco e vai direto para a máquina de lavar. Sempre trabalho com cabelo preso e touca. Trabalhar com cabelo solto em alta carga viral aumenta risco de contágio. Chego em casa e não encosto em nada, não sento. Primeira coisa: vou para o chuveiro e aquela roupa vai para a máquina. Aí coloca uma roupa nova."






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