POLICIAIS | LUTO

Sargento da PM morre aos 48 anos por Covid-19 na PB
Paciente estava hospitalizado no Hospital Clementino Fraga. Ele era diabético e tinha problemas renais. Família conta que a marca registrada do PM era a alegria que deixava por onde passava.




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Deixar alegria por onde quer que fosse foi escolhida, em unanimidade entre os familiares, como uma das principais qualidades do sargento da Polícia Militar, Durval Veloso da Silva, de 48 anos. Ele morreu por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, em João Pessoa, na quinta-feira (14). A informação foi confirmada por meio de um boletim emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na noite de sexta-feira (15).

Durval trabalhava na 1ª Companhia de Policiamento Rodoviário do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPtran). Ele era casado e tinha dois filhos.
 

Deixou uma dor muito grande em nossos corações, deixou saudade eterna. Sempre foi um marido excelente, um pai maravilhoso, um homem de Deus. Deixava alegria por onde passava”, declarou Denise Coutinho, esposa de Durval.

Segundo informações do major Humberto Germano Leite, o paciente começou a apresentar sintomas no dia 29 de abril. No dia 1º de maio ele teria se sentido mal, foi até uma unidade de pronto atendimento (UPA), fez o teste para detecção do novo coronavírus e recebeu o diagnóstico positivo após cinco dias. Já no dia 9 de abril ele se sentiu mal novamente, voltou para a UPA e no mesmo dia foi transferido para o Hospital Clementino Fraga, referência no tratamento da doença na capital.

 
O policial tinha diabetes e apresentou complicações renais. Ele começaria um tratamento de hemodiálise nesta quinta, mas não resistiu à Covid-19 e faleceu por volta das 9h30. O corpo dele foi sepultado no início da tarde.

Enquanto revelavam a emoção por meio das lágrimas que não puderem ser contidas, os filhos do policial fizeram apelos de prevenção à propagação do novo coronavírus. “Fiquem casa e parem de brincar com a situação”, disse Israel.

A filha Esther lamentou ainda por não poder se despedir do pai, que foi exemplo de ser humano para ela. “Se puderem, abracem os familiares de vocês e digam que os amam. Nunca se sabe quando é a última vez e a gente não teve essa oportunidade”, apelou.

O cunhado do sargento, Denilson Diniz, que não acreditava na letalidade da doença, também não conteve as lágrimas e se entristeceu ainda mais ao lembrar de que quase ninguém pôde se despedir de Durval.
 

Antes dele adoecer eu também achava que era brincadeira. O sepultamento era pra ter milhares de pessoas. Só tinha 10 pessoas e mesmo assim distantes. Eu não pude me despedir do meu cunhado”, lamentou.

Mesmo tristes, as recordações que a família vai guardar na lembrança são de gratidão pelo homem dedicado, que cativava a todos com o jeito de ser. “Ele amava o que fazia. Muito obrigada pelos ensinamentos, por ter honrado sua farda, obrigada por ser um bom pai, por ter sido um bom marido pra minha mãe. Vamos cuidar dela até o fim”, concluiu Esther.

O major Germano, colega de trabalho de Durval, também disse o que vai guardar do amigo. "Um homem temente a Deus. Excelente chefe de família. Profissional abnegado, zeloso e fiel cumpridor das missões que lhe eram incumbidas", pontuou.

Em nota, a Polícia Militar da Paraíba lamentou a morte do sargento e estendeu condolências para os familiares e amigos dele.




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