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Sem comida, venezuelanos sobrevivem de 'sopa de sangue'




Reprodução/Reuters - Na Venezuela, mais pobres estão usando sangue de vaca para alimentar a família

Dados oficiais do governo da Venezuela apontam que, até o momento, o país soma 455 casos confimados do Covid-19 e dez mortes. Os números, muito menores do que os registrados em outros países da América do Sul, como Brasil e Argentina, mostram uma aparente ofensiva positiva contra o vírus, mas escondem outros problemas: com o isolamento social, os mais pobres estão ficando sem ter o que comer e têm que apelar para a chamada "sopa de sangue" para sobreviver.

Segundo informações da agência Reuters, o sangue de vaca é um ingrediente tradicional na Venezuela para a produção de um prato típico do país, o "pichon". Porém, tem sido procurado por mais pessoas, que fazem filas nas portas dos abatedouros, como na cidade de San Cristobal, para conseguir um pouco de proteína barata para alimentar as famílias.

"Nós estamos com fome. Na minha família, são quatro irmãos e um menino de 10 anos para alimentar e todos estão sobrevivendo disso", afirmou Baudilio Chacon, de 46 anos, um dos desempregados pela pandemia que aguardavam na porta do abatedouro da cidade, que chega a receber entre 30 e 40 pessoas por dia em busca desse  sangue .

 
Antes, como revelado por um funcionário do local à agência, os restos dos animais eram jogados fora. Agora, com a alta procura, são oferecidos às pessoas que não tem outra alternativa, uma vez que o programa de distribuição de comida promovido pelo governo, conhecido como CLAP, tem encontrado dificuldade para manter sua periodicidade durante a pandemia.

De acordo com a Cidadania em Ação, instituição de caridade voltada à nutrição ouvida pela reportagem, a distribuição dos alimentos tem se focado na capital Caracas . Na cidade, cerca de 26,5% das famílias recebem as caixas, em comparação com 4% em área como a região de Los Llanos, o que faz com as entregas aconteçam com um intervalo de seis ou sete semanas.




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