COVID-19 | PANDEMIA

Brasil registra 113 mortes em 24h, e não 383; governo altera número




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O número de mortes provocadas pelo coronavírus subiu para 2.575, segundo informou hoje o Ministério da Saúde. Nas últimas 24 horas, foram registradas 113 mortes. Inicialmente, o Ministério da Saúde divulgou informações erradas sobre o número de mortos no país, informando 383 óbitos nas últimas 24 horas. Em seguida, corrigiu o dado.

De acordo com o governo, o número total de infectados no país é de 40.581, com mais de 1.927 novos casos confirmados desde ontem. Com isso, a taxa de letalidade, índice que relaciona os casos registrados e as mortes, é de 6,3%.

Com 1.037 mortes e 14.580 pessoas infectadas, o estado de São Paulo tem os maiores índices de covid-19 no país.

O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar no ranking de mortos e infectados. Foram 20 óbitos confirmados nas últimas 24 horas, totalizando 422 mortes no Estado do Rio, que tem 4.899 pessoas infectadas.

Pernambuco está em terceiro lugar no ranking de mortes, com 234 óbitos em decorrência da covid-19, seguido de Ceará (198) e Amazonas (185).

Atrás de São Paulo e Rio de Janeiro entre os estados que possuem mais casos de pessoas com a doença, estão Ceará (3.482), Pernambuco (2.690) e Amazonas (2.160).

Entre as regiões, o Sudeste domina os registros, com 21.836, o equivalente a 53,8% dos casos no país. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 10.088 infectados (24,9%), Norte, com 4.109 (10,1%), Sul, com 2.921 pessoas com a doença (7,2%) e Centro-Oeste, com 1.627 casos (4%).

Subnotificação

Como há um problema de subnotificação na coleta de dados, é provável que o número de vítimas seja ainda maior.

Desde o início da pandemia da covid-19, o ministério tem somado com atraso os óbitos decorrentes da doença. Isso ocorre porque a real causa da morte só é confirmada após exames laboratoriais.

A pedido do UOL, o Observatório Covid-19 BR elaborou um estudo, que apontou que o país pode ter ao menos o dobro de mortes em comparação aos números oficiais divulgados pelo governo federal.

O grupo, que reúne pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras, chegou a calcular que, em um cenário mais pessimista, o número pode ser até nove vezes acima do dado oficial.

O levantamento considera justamente a demora entre as ocorrências das mortes e a entrada delas nas estatísticas do governo.

Para fazer a análise, o grupo levou em consideração os dados disponibilizados em 13 dias, entre 29 de março e 15 de abril. O estudo observou as atualizações de mortes em cada dia.

O UOL também mostrou que há mais de 1.200 mortes sendo investigadas pelas secretarias estaduais de Saúde com suspeita de covid-19. Só em São Paulo, são 787 mortes com esta suspeita.

Bolsonaro pede 'última semana de quarentena'

Bolsonaro afirmou hoje esperar que esta seja a "última semana dessa quarentena" e repetiu que, inevitavelmente, "70% [da população] vai ser contaminada" durante a pandemia do coronavírus.

Ao deixar o Palácio da Alvorada, na manhã de hoje, o presidente disse ter expectativa de que a medida de isolamento seja abandonada mesmo sem o Brasil ter atingido o pico de casos de covid-19.

Estimativas feitas pelo Ministério da Saúde indicam que isso deve ocorrer entre o fim de abril e meados de maio.

Bolsonaro tem sido um defensor contumaz da flexibilização da quarentena e atacado os governadores e prefeitos que divergem dele em relação ao assunto. A argumentação do presidente é que a reclusão social tem um efeito devastador para a economia e resultará no desemprego em massa. A postura vai na contramão das autoridades sanitárias em todo o planeta.

"Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena. Dessa maneira de combater o vírus: todo mundo em casa. A massa não tem como ficar em casa porque a geladeira está vazia."




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