POLICIAIS | Crimes Cibernéticos

Suspeitos de fraudar R$ 1,1 milhão em contas bancárias são presos
Na Paraíba, foram presos dois líderes da quadrilha, em João Pessoa e em Cajazeiras, foi presa uma mulher que seria irmã de um dos líderes​.




COFEMAC/Arquivo

Na manhã desta quinta-feira (6), a Polícia Civil através da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) deflagraram a operação “XCoderX”, que investiga criminosos responsáveis por liderar um esquema interestadual de fraude em R$ 1 milhão em contas bancárias. Na Paraíba, três pessoas foram presas, sendo duas, em João Pessoa, suspeitas de liderar a quadrilha e uma mulher, em Cajazeiras, que seria irmã de um dos líderes. 

Além das prisões, vários veículos, máquinas pesadas e imóveis foram apreendidos. Os objetos fariam parte da lavagem de dinheiro. 

Após prender dois indivíduos diretamente ligados à receptação do valor, a equipe de investigação da DRCC acabou identificando os outros criminosos responsáveis por coordenar a quadrilha interestadual. Uma pessoa foi presa no Crato, Ceará. 

Ao todo, os policiais cumprem 50 mandados judiciais no Distrito Federal, Bahia, Ceará, Paraíba, São Paulo e Santa Catarina de suspeitos em fraudar as contas bancárias de  pelo menos 37 vítimas no Distrito Federal e outras dezenas em diversos estados.

A delegacia especializada teve conhecimento do crime em 15 de outubro do ano passado, quando a quadrilha subtraiu R$ 4 mil depositados em uma conta bancária pertencente a um correntista residente no Distrito Federal. O crime foi realizado por meio da internet.

Toda a investigação foi realizada em conjunto com os promotores de Justiça do Núcleo Especial de Combate a Crimes Cibernéticos (Ncyber) do MPDFT.

 

“Para realizarem as fraudes, os criminosos ligavam para as vítimas utilizando um recurso tecnológico que fazia aparecer no identificador de chamada o número do telefone oficial de um banco tradicional do Distrito Federal. Durante as ligações, os criminosos se passavam por funcionários do banco e questionavam as vítimas sobre transações bancárias suspeitas. Iludidas pela forma como se davam as ligações, as vítimas acabavam digitando os números de suas contas e as senhas no teclado de seus telefones, sendo que tais dados eram capturados pelos criminosos”, explica o delegado-chefe da DRCC, Giancarlos Zuliani.


Em Cajazeiras a operação foi coordenada pela Polícia Civil da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e o GTE de Cajazeiras, que deu apoio na prisão e apreensão dos bens.




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