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#VaiChico: cirurgia de R$ 400 mil pode salvar menino quase sem intestino
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Sex, 13 de Janeiro de 2017 00:00

Morador de Mogi das Cruzes, Francisco desenvolveu a chamada Síndrome do Intestino Curto após perder grande parte do órgão logo após seu nascimento

Francisco é um menino de apenas quatro anos que vem conquistando o coração de diversas pessoas pelo País. Morador de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, já precisou enfrentar mais desafios que muita gente grande por aí. Logo que nasceu, perdeu a maior parte do intestino delgado, que havia necrosado por conta de uma gastrosquise, má formação em que as alças intestinais ficam para fora do abdômen. Agora, uma cirurgia de R$ 400 mil é o que precisa para conseguir uma vida normal.

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Chico, como é chamado, sofre com a Síndrome do Intestino Curto, e seu organismo não consegue absorver os nutrientes que precisa. Sem a cirurgia, ele tem que se ‘alimentar’ por meio de um cateter. Porém, o tubo está sujeito a infecções graves que podem atingir todos os órgãos. De acordo com o pai do pequeno, Bruno Benitez, de 30 anos, isso já ocorreu uma vez, e o filho sofreu uma parada cardíaca, precisando ser reanimado.

A Nutrição Parenteral Total, dieta a qual ele é submetido desde as primeiras semanas de vida, supre todas as necessidades nutricionais diárias de Chico, mas também aumenta o risco de problemas como trombose ou hipoglicemia, por exemplo. Além disso, como precisa ficar 18 horas do seu dia conectado a uma bomba de infusão, ele não consegue praticar as mesmas atividades que uma criança da sua idade.

Desenvolvimento intelectual

O menino já chegou a ficar mais de 20 horas do seu dia ligado à bomba de infusão. Mas imagina conseguir manter uma criança entretida por todo esse tempo? A mãe de Chico, Jéssica Benitez, de 24 anos, conseguiu fazer isso usando a imaginação.

Se o filho não pode sair de casa para brincar com uma bola ou ir ao parquinho, por que não levar um mundo novo até seu quarto? Jéssica, que largou o emprego para cuidar de Francisco e de seus outros dois filhos, passou a apresentar as letras e os números para o menino, e o resultado foi surpreendente.

Com apenas quatro anos, ele já sabe ler. Nos vídeos que a família divulga na internet é possível vê-lo lendo palavras como pinico, mão e boca. Ele também já reconhece números e formas – e tudo isso em português e também inglês. Uma preparação para uma futura viagem à Inglaterra, onde será possível fazer a cirurgia que tanto precisa.

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Dificuldade para comer

Como a nutrição de Francisco sempre foi feita via cateter, o menino acabou desenvolvendo uma rejeição aos alimentos. Bruno explica que o filho sente náuseas só com o cheiro de temperos ou ao ver o irmão comer uma banana. Mas é preciso que ele coma para que o intestino que tem continue trabalhando.

“De um ano pra cá, ele encasquetou em comer biscoito de polvilho. Então ele pede a cada duas, três horas um pouquinho”, conta o cabelereiro. Ele também afirma que, como o filho do meio do casal adora comer, Francisco passou a ser influenciado por ele.  Outra forma de incentivar o menino a comer é formando letras com massa de pizza e sempre colocando-o na mesa de jantar junto com a família.

Francisco nasceu em um hospital público de São José dos Campos. Os médicos já sabiam da gastrosquise, que foi diagnosticada pelo ultrassom do primeiro trimestre de gestação, mas não esperavam que as alças intestinais tivessem necrosado. Após dois meses da cirurgia para remoção de parte do órgão, uma sequência de infecções fez com que os pais optassem por transferi-lo a um hospital privado de Mogi das Cruzes.

Chico ficou na UTI infantil por 49 dias. O custo era de aproximadamente R$ 4 mil ao dia de internação, e esta dívida Jéssica e Bruno pagam até hoje. O menino continuou a perder peso e foi transferido novamente, desta vez para São Paulo e já com um plano de saúde.

Foram nove meses com novas infecções e a parada cardíaca que quase tirou a sua vida, mas, como ele mesmo diz, “o Chico é forte”. Em julho de 2013, conseguiu atingir o peso necessário para passar por um procedimento que alongasse o intestino. A técnica é realizada aqui no Brasil e gerou melhoras significativas no quadro de Francisco. Com duas semanas para completar um ano, conseguiu finalmente ir para casa.

Apesar de sair do hospital, os cuidados continuaram os mesmo. O ambiente é altamente controlado e enfermeiras o acompanham 24 horas por dia.
Cirurgia na Inglaterra

Cirurgia na Inglaterra

O procedimento cirúrgico foi repetido em agosto de 2014, porém os resultados não foram tão significativos. No último ano, o menino passou a sofrer com desconfortos, dores e náuseas. Além disso, sua barriga passou a inchar por conta de uma dilatação do intestino e falta de musculatura na parede do abdômen.

A técnica realizada no Brasil não é mais indicada no seu caso, mas os pais encontraram um especialista na Inglaterra que trabalha há mais de 15 anos com paciente com Síndrome do Intestino Curto e pode ajudar Francismo. Apesar de ser uma cirurgia mais agressiva, a chance do menino se livrar do cateter, segundo seus pais, é de 92%.

Para conseguir arrecadar o dinheiro necessário, a família iniciou a campanha #VaiChico. A partir de um financiamento coletivo, iniciado em 23 de dezembro, já foram doados mais de R$ 100 mil. A arrecadação foi maior depois que Jéssica e Bruno decidiram usar parte do dinheiro que já tinham para ajudar uma amiga da família, com 12 anos e o mesmo problema de Francisco. Se ele está a quatro anos lutando pela vida, Isa estava o triplo desse tempo e agora poderá realizar o procedimento na Inglaterra.

iG Saúde

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