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Dois suspeitos de matar 'Vivianny Crisley' continuam foragidos
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Sex, 11 de Novembro de 2016 15:03

A Polícia Civil declarou, na manhã desta sexta-feira (11), que Jobson Barbosa da Silva Júnior, "Juninho", já responde por estupro de vulnerável e roubo. Ele é um dos suspeitos de envolvimento com o sumiço de Vivianny. O outro foragido, Fagner das Chagas Silva, o "Bebé", também responde por roubo. "Só não está cumprindo pena porque recorreu da decisão", disse o delegado Reinaldo Nóbrega. Alex foi o único preso, até agora, suspeito de participar do desaparecimento da jovem Vivianny

“Mataram Vivianny por ela ter gritado muito, pedindo para voltar para casa”, disse o delegado Reinaldo Nóbrega, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (11), na Central de Polícia. Na ocasião, Allex Aurélio Tomás dos Santos, um dos acusados, foi apresentado à imprensa, e a Polícia revelou detalhes do seu depoimento.

ACUSADOS FORAGIDOS

ViviannyAcusados

O trabalho investigativo da Polícia Civil da Paraíba teve como resultado a prisão de um dos envolvidos no desaparecimento da vendedora Vivianny Crisley, 29, ocorrido na madrugada do dia 21 de outubro, depois que saiu de uma casa de shows, na zona sul de João Pessoa. O estoquista Alex Aurélio Tomas dos Santos, 22, foi apresentado pela Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da Capital, na manhã desta sexta-feira (11), na Central de Polícia Civil, como um dos suspeitos do desaparecimento dela. Foi também divulgada a identificação de outros dois homens, que estão foragidos: Jobson Barbosa da Silva Júnior, e Fagner das Chagas Silva, que a polícia também aponta como responsáveis pelo desaparecimento.

De acordo com o delegado Reinaldo Nóbrega, as investigações foram iniciadas quando a tia de Vivianny compareceu à Delegacia de Homicídios e registrou o Boletim de Ocorrência acerca do desaparecimento, ainda no dia 21 de outubro. “No sábado, dia 22, já estávamos com as imagens da casa de show. A partir de então, por meio de aplicativos, rastreamos o celular da vítima, que foi encontrado com uma pessoa na cidade de Bayeux. Esse cidadão, autuado por receptação, afirmou que o aparelho teria sido adquirido em uma feira de troca e deu as características do vendedor: Alex. Com o aparelho de Vivianny em mãos, encontramos arquivos excluídos, entre eles as fotos da jovem e verificamos que uma das redes sociais tinha sido ‘logada’ por Alex, que foi preso em Campina Grande em cumprimento de mandado de prisão temporária, no dia 4 de novembro”, detalhou.

À Polícia o preso afirmou que conhecia Jobson e Fagner há pouco tempo e que saiu da casa de shows com os dois e Vivianny em um veículo, se dirigindo à cidade de Santa Rita. Segundo ele, que teria dormido, os foragidos teriam parado em um posto de combustível, momento em que pediu para ser deixado em casa. “Ele afirma que ficou em sua residência, em Santa Rita, e mais tarde teria encontrado novamente com os outros dois, que confessaram ter assassinado Vivianny motivados pelo fato de ela estar gritando para ir para casa. Contudo, não acreditamos nessa versão”, frisou a autoridade policial.

Por meio de investigações e do depoimento de Alex, a Polícia chegou a identificação completa de Jobson e Fagner, que estão foragidos. “Ambos estão com mandados de prisão em aberto. Divulgamos essas fotos, a identidade deles e solicitamos que qualquer informação acerca da localização de ambos seja repassada ao 197 – Disque Denúncia, cuja ligação é gratuita e o sigilo é garantido. Juninho já responde processo por estupro de vulnerável e roubo e Alex já foi condenado por roubo e recorreu”, acrescentou Reinaldo Nóbrega.

A Polícia ainda frisou que o caso não está concluído e somente após os exames realizados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) será possível ter certeza de que o corpo que foi encontrado em Santa Rita, na segunda-feira (7), é realmente de Vivianny e assim será confirmado o homicídio. “Faltam quatro diligências, que darão robustez ao inquérito: o laudo cadavérico, toxicológico, o sexológico e o exame de DNA, tanto no corpo quanto na roupa que foi usada por Alex no dia do desaparecimento”, afirmou Reinaldo Nóbrega, acrescentando que, se o crime for confirmado, os suspeitos irão ser inicialmente indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

ACUSADO PRESO

preso-vivianny

O corpo – O cadáver que pode ser de Vivianny Crisley foi encontrado na manhã do dia 7 de novembro em uma mata, na divisa entre os municípios de Bayeux e Santa Rita, após uma denúncia recebida pelo 197 – Disque Denúncia. Os restos mortais estavam expostos, em estado esquelético e carbonizados. Após isolamento, a Polícia Civil encontrou o cartão de crédito de Vivianny e a sandália que ela estaria usando quando saiu da casa de shows.

No local, o IPC coletou vestígios que estão sendo periciados e vão auxiliar na identificação do corpo. O resultado dos exames deve ser encaminhado à Delegacia de Homicídios até o fim da próxima semana.

Polícia Civil

VEJA VÍDEO

  

Investigação

Segundo o delegado, a investigação sobre o desaparecimento de Vivianny se deu a partir do boletim de ocorrência da família. "Com base neste depoimento da família e da amiga dela que estava na festa, começamos a tentar traçar o caminho que ela fez. Solicitamos também os dados do celular dela e do cartão de crédito, para montar esse cronograma", disse Reinaldo Nóbrega.

Com o rastreamento do celular, a polícia identificou que o aparelho de Vivianny estava com uma pessoa na cidade de Santa Rita. "Essa pessoa foi detida e, no depoimento, disse que adquiriu o celular em uma feira livre, que tinha dado o celular dele e mais R$ 50 pelo aparelho, mas que não sabia que era o celular de Vivianny", explicou o delegado.

De posse do celular, a polícia conseguiu chegar até Allex, pois o suspeito havia entrado com uma conta de rede social dele no aparelho dela. "Quando fizemos a prisão de Allex, ele estava com o aparelho que havia sido trocado e confirmou que vendeu o celular para a pessoa em Santa Rita", citou Nóbrega.

O delegado explica que, durante as investigações, Allex não soube explicar onde estaria o corpo de Vivianny e que a polícia chegou a receber várias denúncias sobre onde estaria. "Em pelo menos quatro delas, não tivemos resultado, mas no dia que o suspeito foi preso, recebemos uma de que havia um corpo em uma mata em Bayeux e ao chegar no local, realmente encontramos um", disse Reinaldo.

Viviany

Cronologia do dia do desaparecimento

De acordo com a polícia, Vivianny passou a noite em um bar no bairro dos Bancários, em João Pessoa, com uma amiga, em uma mesa, enquanto os três suspeitos estavam em outra mesa. "No final da festa, a amiga de Vivianny tentou chamar a jovem para ir embora, mas ela resolveu ficar. Minutos depois, de acordo com as imagens das câmeras do local, Vivianny Crisley saiu com Allex e outros dois colegas, Juninho e Bebé", disse Reinaldo.

Segundo a versão que Allex contou para o delegado, após sair do bar, os quatro foram para a cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa. "Allex diz que dormiu no meio do caminho e que acordou em um posto de gasolina. Quando ele acordou, ele pediu para o Juninho, que estaria dirigindo, o levar para casa. Após deixar Allex em casa, no distrito de Várzea Nova, os outros dois suspeitos e Vivianny seguiram no carro", detalhou Reinaldo Nóbrega.

Eles deram o aparelho para Allex e, segundo ele, disseram: 'Matamos a menina, porque ela tava gritando muito, pedindo para voltar para casa' Reinaldo Nóbrega, delegado.

No depoimento, Allex disse que horas depois, Juninho e Bebé retornam à casa dele sujos de sangue e com o celular de Vivianny Crisley. "Eles deram o aparelho pra Allex e segundo ele, disseram: 'Matamos a menina, porque ela tava gritando muito, pedindo pra voltar para casa'", disse o delegado.

Ainda de acordo com a polícia, Allex contou no depoimento que os outros dois suspeitos tomaram banho e dormiram na casa dele e, no dia seguinte ao desaparecimento de Vivianny, a dupla ainda chegou a levar outras duas meninas e comprou bebida para uma festa na casa de Allex. "As famílias dos outros dois suspeitos dizem que eles chegaram a ir para casa no sábado, um dia depois do crime, mas que depois disso, nunca mais retornaram", disse o delegado.

Os três suspeitos estão sendo indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, segundo o delegado Marcos Paulo Vilela, superintendente regional da Polícia Civil. "A versão dada pelo suspeito preso bate com algumas informações que a gente tem, mas também pode ser completamente mentirosa. Só a prisão dos outros dois e o resultado da perícia vai nos dizer exatamente o que aconteceu", disse Vilela.

G1-PB

VIVI

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