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Cármen Lúcia lamenta preso custar mais que estudante no Brasil
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Sáb, 12 de Novembro de 2016 00:00

Detento custa R$ 2,4 mil por mês, e um estudante do ensino médio R$ 2,2 mil por ano

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, lamentou nesta quinta-feira que o Brasil gaste mais com presos do que com estudantes. A ministra lembrou o antropólogo Darcy Ribeiro ao dizer que hoje falta dinheiro para construir mais presídios porque, no passado, houve descaso no investimento em educação. O comentário foi feito em um evento sobre segurança pública em Goiânia.

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— Um preso no Brasil custa R$ 2,4 mil por mês e um estudante do ensino médio custa R$ 2,2 mil por ano. Alguma coisa está errada na nossa pátria amada. Darcy Ribeiro fez, em 1982, uma conferência dizendo que, se os governadores não construíssem escolas, em 20 anos faltaria dinheiro para construir presídios. O fato se cumpriu. Estamos aqui reunidos diante de uma situação urgente, de um descaso feito lá atrás — comentou a ministra.

O encontro contou com a presença do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que apresentou o Plano Nacional de Segurança Pública. A ação tem como principais metas reduzir os homicídios e os casos de violência contra a mulher, além de racionalizar o sistema penitenciário e a proteção das fronteiras. Cármen Lúcia defendeu mudanças estruturais e esforço conjunto dos estados, municípios e da União para combater a violência no país.

— O crime não tem as teias do Estado, as exigências formais, e por isso avança sempre. Por isso são necessárias mudanças estruturais. É necessária a união dos poderes executivos nacionais, dos poderes dos estados, e até mesmo dos municípios, para que possamos dar corpo a uma das maiores necessidades do cidadão, que é ter o direito de viver sem medo. Sem medo do outro, sem medo de andar na rua, sem medo de saber o que vai acontecer com seu filho — afirmou.

No evento, a ministra lamentou o avanço da violência no Brasil e disse que o país está em estado de guerra.

— A cada nove minutos, uma pessoa é morta violentamente no Brasil. Nosso país registrou mais mortes em cinco anos do que a guerra da Síria. Estamos, conforme já disse o Supremo Tribunal Federal, em estado de coisas inconstitucionais. Eu falo que estamos em estado de guerra. Temos uma Constituição em vigor, instituição em funcionamento e cidadão reivindicando direitos. Precisamos superar vaidades de detentores de competências e, juntos, fazer alguma coisa — declarou.

Como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cármen Lúcia visitou presídios no Rio Grande do Norte e no Distrito Federal para verificar as condições dos locais. Ela pretende visitar unidades de todos os estados nos próximos dois anos, quando estará à frente do conselho.

Globo.com

10 fatos sobre a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF

1- Nada de “presidenta”
Antes mesmo de assumir  oficialmente a chefia do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia já deu o recado: quer ser chamada de presidente. Durante julgamento recente no STF, o atual titular do cargo, Ricardo Lewandowski, perguntou à ministra como deveria se referir a ela. “Fui estudante e sou amante da língua portuguesa. Acho que o cargo é de presidente, não é não?”, disse, rindo. O termo presidenta, que segundo professores, também é correto, foi introduzido no ambiente político por Dilma Rousseff, a partir de 2010.

2- Ostentação zero
A presidente do STF não é muito chegada aos “privilégios” do poder. É conhecida pela simplicidade e pelo controle de gastos. Por exemplo, costuma dirigir o próprio carro para ir ao trabalho, dispensando o motorista que o cargo de ministra lhe garante. Em 2015, a magistrada fez uma viagem oficial à Belgica e devolveu mais de R$ 10 mil em diárias. Na cerimônia de posse, nesta segunda (12/9), ela pediu que fosse servido apenas café e água aos convidados da cerimônia de posse.

3- Muito trabalho
Além da simplicidade, a ministra também é reconhecida pela dedicação ao trabalho. Ela acorda cedo, por volta de 5h. Logo, começa a avaliar os processos em que atua. Ao assumir a presidência do STF, deixará 3.275 casos em aberto, o menor “déficit” do STF. As ações passarão a Ricardo Lewandowski.

4- Trajetória de sucesso
Até a presidência do Supremo, Cármen Lúcia cumpriu um caminho de destaque. Formou-se em direito na PUC de Minas, em 1977. Cinco anos depois, tornou-se procuradora em Minas Gerais. Foi nomeada procuradora-geral do Estado em 1999, por Itamar Franco. A magistrada chegou ao STF em 2006, após indicação do ex-presidente Lula.

5- Currículo de dar inveja
Concordando ou não com as posições jurídicas da ministra, não se pode questionar a qualidade de seu currículo. O documento, publicado no site do STF, tem 55 páginas. Isso mesmo (nada daquela mirrada folha que a gente entrega por aí). Acha exagero? Acredite, não é. Cármen Lúcia fala francês, italiano, espanhol e alemão. É autora de sete livros e coordenou outros quatro.

6- Defesa das mulheres
Cármen Lúcia é a segunda mulher a presidir o STF e foi a primeira a comandar um processo eleitoral, quando, em 2012, assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante votos e pronunciamentos, a ministra foi clara em sua posição. “Temos uma sociedade machista e há um preconceito enorme contra mulheres. Podem não falar, mas o preconceito passa pelo olhar, pelo gesto, pela brincadeira, pela desmoralização, pela piada”, disse, em discurso no TSE. Em 2012, ela votou pela constitucionalidade da Lei Maria da Penha.

7- Religiosidade
A ministra tem uma religiosidade forte. Católica, possui em casa imagens de santos e de Jesus Cristo — além de um cálice de comunhão. Para o evento de posse, a nova presidente do Supremo convidou diversos padres, que confirmaram presença na cerimônia.

8- Exercício em casa
Cármen Lúcia afirma que “pratica atividades físicas” dentro da própria casa. Ela mora sozinha e também realiza as próprias atividades domésticas. Cármen Lúcia tem 62 anos, é solteira e não tem filhos. Mas é de uma família grande. Apenas os sobrinhos são 18.

9- Amante da MPB

A presidente do STF já declarou em entrevistas que Caetano Veloso é o seu cantor preferido. Sendo assim, não poderia ter nome mais certo para cantar o hino nacional nesta segunda, durante a posse dela. O convite a Caetano foi feito pela própria ministra.

10- Rigor
A presidente do STF é conhecida pelo rigor na hora de determinar o cumprimento de penas e decidir sobre a liberdade dos presos. Ao longo dos últimos anos no STF, tomou decisões importantes em temas polêmicos, como se mostrar favorável ao reconhecimento da união afetiva como entidade familiar; votou a favor para que mulheres grávidas de fetos anencefálicos tenham a permissão para interromper a gravidez e está entre os ministros que decidiram pela execução da pena antes do trânsito em julgado da ação.

Metrópoles

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12Nov 2016
Antonio Jorge Dantas
12-11-2016 08:29
A EDUCAÇÃO abri caminhos para a independência da pessoa que certamente vira um ser consciente de seus deveres e direitos, impermeando assim a chance para os males sociais, aos que se referiu o grande mestre DARCY RIBEIRO, o Brasil está pagando caro pela sua própria ignorância.
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