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Com nova tecnologia, paraplégico volta a andar
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Dom, 22 de Maio de 2011 05:15

paraplegico8745489968Um americano paraplégico conseguiu se levantar, ficar de pé e caminhar novamente graças a uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos EUA. Rob Summers, de 25 anos, sofreu um acidente de carro em 2006 que o deixou completamente paralítico. Graças a uma combinação pioneira de estímulo epidural e treino, porém, ele conseguiu retomar os movimentos das pernas.

O jovem consegue colocar-se de pé, dando ele mesmo o impulso muscular necessário para se levantar, e mantém-se em pé durante vários minutos. Com a ajuda de outros, consegue caminhar e movimentar de maneira voluntária os quadris, os joelhos, os tornozelos e os dedos dos pés.

O jovem recuperou também parcialmente o funcionamento de seus órgãos sexuais e de sua bexiga, fruto de um tratamento que implica dois elementos fundamentais: a estimulação epidural da medula espinhal e um intenso programa de treinamento físico.

A conquista só foi possível depois de uma pesquisa do Kentucky Spinal Cord Research Center da Universidade de Louisville (EUA) e da Universidade da Califórnia (EUA), que publicaram um artigo na última edição da revista médica The Lancet.

Os pesquisadores basearam seu projeto na estimulação elétrica epidural contínua e direta da parte inferior da medula espinhal do paciente, simulando os sinais que o cérebro transmite em condições normais para iniciar um movimento. Quando o sinal é transmitido, a própria rede neurológica da medula, em combinação com a informação sensorial que as pernas enviam à medula, é capaz de dirigir os movimentos do músculo e das articulações necessários para erguer-se, caminhar, sempre com a ajuda de outras pessoas.

"A medula pode interpretar estes dados de maneira independente e enviar instruções de movimento outra vez às pernas, tudo isso sem participação cortical", afirmou o professor Reggie Edgerton, um dos diretores da pesquisa.

O trabalho também “reeducou” as redes neurológicas da medula de Summers para que produzissem movimento muscular. Isso resultou nos movimentos dos membros inferiores do jovem.

O processo de treinamento durou mais de dois, após o paciente ter passado por uma cirurgia que implantou nas costas um dispositivo de estimulação elétrica responsável pela voluntariedade dos movimentos.

A professora Susan Harkema e o professor Edgerton, que dirigiram a pesquisa, expressaram em The Lancet o desejo de que seu trabalho permita aos pacientes que sofreram lesões medulares levarem uma unidade portátil de estímulo elétrico. O objetivo é facilitar a possibilidade dos paciente de se levantarem, se manterem em pé e darem alguns passos de maneira independente, embora sempre com a necessidade de se apoiarem em um andador.

"É um grande passo adiante. Abre uma grande oportunidade para melhorar a vida diária desses indivíduos, mas temos um longo caminho a percorrer", afirmou a professora Harkema.

Edgerton disse que "a medula espinhal está pronta, já que as redes neurológicas são capazes de iniciar os movimentos que implicam suportar peso e dar passos relativamente coordenados sem nenhum tipo de informação procedente do cérebro".

"Isto é possível em parte graças à informação que devolvem as pernas diretamente à medula espinhal", afirmou.

"Esta retroalimentação dos pés e pernas para medula melhora o potencial do indivíduo para manter o equilíbrio e dar uma série de passos, e decidir sobre a direção que vai caminhar e sobre o nível de peso que suporta", disse Edgerton.

Os autores sublinharam também que o caso de Summers é especial, porque embora esteja paralisado desde o tronco até os pés, o paciente apresenta certa sensibilidade na zona imobilizada.

Animado, o jovem comentou a pesquisa que lhe devolveu os movimentos: "este procedimento mudou totalmente minha vida. Para alguém que há quatro anos era incapaz de movimentar um só dedo do pé, ter a liberdade e a capacidade de levantar-se sozinho é uma sensação incrível".

"Poder levantar um pé e poder voltar a colocá-lo no solo outra vez foi incrível, mas além de isso, minha sensação de bem-estar mudou. Meu tom psíquico e muscular melhorou muito, até o ponto que muita gente não acredita que esteja paralisado. Acho que a estimulação epidural me permitirá deixar a cadeira de rodas", disse.

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