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Camionetes de luxo viram alvo de assaltantes
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Seg, 25 de Abril de 2011 05:18

Polícia investiga ação de criminosos na RMF que roubam veículos e ´desmancham´ para vender peças no varejo.

A recente descoberta de sucatas que estão sendo utilizadas como fachadas para ´desmanches´ de veículos de luxo, especialmente caminhonetes dos tipos Hilux, L-200 e S-10, está levando a Polícia a intensificar as ações de fiscalização em estabelecimentos deste tipo, na Grande Fortaleza.

Nos últimos meses, conforme investigações que vem sendo desenvolvidas pela Polícia Civil, a maioria das caminhonetes que estão sendo roubadas na Capital é desmontada e suas peças revendidas num mercado paralelo, muitas vezes, sob encomenda dos receptadores.

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Interior

"Também temos visto casos de veículos deste tipo que são totalmente adulterados e revendidos no Interior do Estado acompanhado de documentação fraudulenta", destaca o delegado Bruno de Figueredo, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC).

Na semana passada, mais um caso confirmou a informação da Polícia. Uma equipe de inspetores da DRFVC encontrou, na Rua 105 do Conjunto São Cristóvão, mais um local que estava servindo como ´desmanche´ de caminhonetes na Capital.

"Tínhamos informações importantes de que no local havia veículos adulterados. Nossa equipe realizou uma rápida investigação e confirmou que ali ocorria uma atividade ilícita. No endereço onde funcionava um depósito de ´fachada´, havia o motor de uma caminhonete Hilux com numeração de chassi adulterada, além do motor de outro carro, uma Kombi que tinha sido roubada em 25 de fevereiro deste ano, na Rua Alberto de Oliveira, na Barra do Ceará", conta Figueredo.

Analisando a queixa do roubo do utilitário, o delegado percebeu que o mesmo dono daquele estabelecimento onde os motores foram encontrados tinha sido o autor da queixa registrada na ocasião do roubo.

"Também descobrimos que ele mesmo alugou o veículo. Além disso, a mesma pessoa havia sido presa no fim do mês passado com sete motores em sua sucata. Quatro daqueles sete motores eram comprovadamente de automóveis roubados", relata o titular da DRFVC.

Receptação

Conforme o delegado, não foi possível ainda, confirmar a origem dos outros motores apreendidos durante a investigação anterior. "Eles foram adulterados em suas numerações e isso está causando obstáculos ao nosso trabalho".

Milton César de Lima e Forte, preso no dia 31 de março último e, autuado em flagrante pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, deixou o xadrez da DRFVC apenas uma semana após sua prisão, mediante alvará de soltura. "Na primeira vez, os motores estavam numa sucata de propriedade dele. Desta última vez, os outros motores estavam escondidos num depósito, noutro prédio, de frente para a sucata, também de propriedade do Milton".

Segundo Bruno, uma das maiores dificuldades da Polícia está em identificar os veículos que vão para desmanche. "Em geral, as peças logo são adulteradas e fica complicado chegar à origem daquelas caminhonetes. Os nossos peritos da DRFVC têm tido bastante trabalho com isso", revela.

Como o caso de Milton, outros têm sido registrados pela delegacia Especializada. De acordo com Bruno Figueredo, as caminhonetes mais visadas pelos ladrões, ultimamente, são as picapes de cabine dupla e movidas a diesel.

"Os bandidos têm conseguido um alto valor de revenda pelos veículos adulterados. Por esta razão, orientamos as pessoas que desejam comprar carros usados deste tipo que tenham atenção nos detalhes e, na dúvida, recorram à DRFVC", alerta. A origem do veículo e até mesmo os antecedentes de quem os coloca à venda podem dar o indicativo de que o consumidor pode estar entrando em mais um golpe.

Documentação

Nos casos dos veículos que são furtados ou roubados na Capital para serem revendidos no Interior ou noutro Estado, as quadrilhas se especializam também na falsificação dos respectivos documentos que serão acompanhados na hora da venda.

RMF
Mais de sete mil furtos somente no ano passado

Na edição do último dia 17 de janeiro, o Diário do Nordeste publicou reportagem sobre o avanço do número de roubos e furtos de carros na Capital. Na matéria, uma pesquisa da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) apontou que, no ano passado, cerca de 7,5 mil veículos, entre carros de passeio, caminhonetes, utilitários, caminhões e motocicletas, foram roubados ou furtados na Capital e região Metropolitana de Fortaleza.

Dessa quantidade, um terço foi levado pelos assaltantes mas, rapidamente localizado. O restante dos veículos acabou sendo desmontado para que suas peças fossem comercializada. Houve também os casos em quer os automóveis foram vendidos para terceiros, com placas ´clonadas´ e documentos ´frios´.

Multados

Uma das preocupações da Polícia é com a clonagem de placas e falsificação de documentos. Isto porque, em razão do golpe, os proprietários dos veículos autênticos são prejudicados quando passam a receber em casa multas de trânsito.

Com a dificuldade de provar que a multa não é referente ao seu carro, e com a falta de uma legislação no Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) que trate de clonagens, o dono do automóvel clonado acaba tendo sérios problemas para provar sua inocência.

A pessoa que teve seu carro clonado deve registrar o fato na Polícia, fazendo uma declaração por escrito, dizendo onde estava com o veículo no momento da infração. Provas documentais como bilhetes de estacionamentos podem ajudar.

PREVENÇÃO
Cuidado pode reduzir o risco de roubo

O alerta das autoridades policiais nem sempre é seguido pelos proprietários de veículos, daí a grande incidência de veículos roubados e furtados nas grandes cidades. Em Fortaleza e sua região metropolitana, os furtos são comuns em pontos de grande concentração de pessoas, como os bairros de Fátima, Centro, Aldeota, Maraponga, Parquelândia e Papicu.

Conforme as estatísticas policiais, a maioria dos veículos que ´somem´ nas ruas, reaparecem horas ou dias depois. São abandonados após a ´depenação´.

Já os carros tomados pelos bandidos com o uso de armas de fogo, são, em geral, abandonados após os criminosos praticarem outros assaltos na Capital ou sequestros-relâmpagos.

Os furtos atingem com mais incidência os chamados automóveis da linha popular, como Gol, Celta, Uno, Corsa.

Já os carros mais sofisticados e aqueles de fabricação estrangeira, cujos sistemas de trancamento são mais complexos, geralmente são levados nos casos de assaltos.

Caminhonetes

As estatísticas apontam que as caminhonetas roubadas pelos criminosos e que não são mais encontradas, ou são levadas para ´desmanche´ ou acabam vendidas em outras cidades ou Estados vizinhos.

Segundo o registro da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), pelo menos seis veículos deste tipo foram localizados abandonados nas ruas de Fortaleza após terem sido furtadas.

No último dia 13, uma caminhonete modelo L-200 foi ´deixada´ pelos criminosos na Rua José Napoleão, no bairro Meireles. Cinco dias depois, uma Ranger ´apareceu´, depois de furtada, na Rua Humberto de Campos, no São João do Tauape.

Depois de vários dias desaparecida, uma caminhonete Hilux, prata, com placas do Rio Grande do Norte, foi encontrada pela Polícia. Havia sido levada por assaltantes e, depois, abandonada na Rua Barão de Aracati, em plena Aldeota. Uma S-10 furtada na porta de uma clínica no bairro Parquelândia ainda não foi encontrada.

As autoridades já encontraram situações em que os furtos de veículos contam com a cumplicidade de quem, em tese, havia sido pago para vigiá-los. São os casos dos ´flanelinhas´ que atuam sempre nas áreas de lazer da Capital, próximo a escolas, hospitais, repartições públicas, ou supermercados e, ainda, no entorno de casas de show.

Ameaças

Tornou-se comum nas ruas da Capital cearense ´flanelinhas´ exigirem quantias em dinheiro estipuladas por eles próprios. Os casos de ameaça também são corriqueiros na cidade.

LAVA-JATO
Chaves dos veículos são copiadas ou desaparecem

No dia a dia das quadrilhas que atuam neste ramo criminoso, os roubos a mão-armada são as ocorrências mais comuns, confirma a Polícia. Apesar disso, o ´golpe do lava-jato´ continua acontecendo.

"Os furtos são as ocorrências menos comuns, dada a dificuldade de se abrir as caminhonetes de modelos mais modernos, com chaves codificadas", explica o delegado Bruno Figueredo.

As chaves

No golpe do lava-jato, os bandidos furtam as chaves das caminhonetes que estão nestes estabelecimentos ou contam com o envolvimento de funcionários para desviar as chaves.

"Há duas semanas, tivemos um caso assim registrado na DRFVC. A pessoa deixa seu carro para lavar e, quando retorna, é surpreendida pela notícia de que a chave desapareceu. Como o processo para fazer outra chave codificada é mais demorado e bem mais caro, o dono do veículo prefere apanhar a chave reserva para não ficar parado ali. É nesse momento que os bandidos seguem a vítima e, na primeira parada, abrem o veículo com a suposta chave desaparecida e fogem", explica o delegado Bruno. Em tais casos, a vítima deve imediatamente comunicar o fato à Polícia.

Da Redação

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19Jul 2015
juarez
18-07-2015 23:29
PALIO WEEKEND LOCKER PLACA NKS 6630… ROUBADEA EM 04- 07 – 015…. RECOMPENSA;;;;; 5.000,00 3EM DINHYEIRO……FONE 91910814… 35733771…a noite.
0 #2
 
 
23Feb 2013
aguinaldo
23-02-2013 19:49
roubaram a minha hillux em uberaba mg ano 2007 2007 srv 3,0 assaltante me tomou em assalto na rodovia perto de uberaba usando um corola preto armados e encapusados praca hga 8090 uberaba m.g
0 #1
 
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